O tempo está frio e com ele também as pessoas vêm frias,
De vez em quando o sol espreita, mas as nuvens em segundos tapam-no
E todo o seu brilho luminoso e caloroso desaparece novamente.
O vento empurra as folhas e estas rastejam no chão,
Como a ondulação do mar no verão
E eu mesmo assim não quero saber
As pessoas estão frias
E eu não sei…
Eu não sei quem é que mudou se foram elas se fui eu
Tudo muda para melhor ou para pior
As pessoas continuam a andar
E eu continuo parada a olhar.
As pessoas são como as estações, também elas mudam.
E eu não sei mais nada… só sei que me sinto apática a tudo o que me rodeia…
Sinto que as pessoas mudaram e eu não aguentei.
Sinto que estou perdida na nada
E no nada fiquei.
Sinto que o meu pensamento só me traz dor e sofrimento,
E a minha alma clara e transparente,
Começa a escurecer como uma sombra numa rua de um bairro, à noite…só e perdida
É assim que a minha alma está, completamente partida, como um espelho quebrado em pedaço, em que ainda podemos ver reflectida a alegria e a felicidade de antigamente.
Qual é a diferença entre viver e morrer?...
Qual é a diferença entre andar e ficar parada?...
Estou a ficar cansada, não aguento muito mais tempo, consigo ouvir os meus nervos… estão frágeis tenho que me cuidar.
Vou desistir… mas mesmo assim não quero saber… pois a vida é curta de mais… e exactamente dela que eu não vou desistir…

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