
A criança que fui chora à chuva.
Mas agora vendo que não sou nada;
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Mas agora não sei como encontrar a criança,
pois é passado e a regressão é impossível de alcançar.
Já não sei de onde vim, nem onde estou, ou mesmo quem sou.
E o facto de não saber faz com que minha alma esteja parada.
Talvez consiga ver no horizonte da minha memória.
A criança que já fui e que agora se relembra,
Com grande pena do tempo não puder voltar atrás.
Na ausência de mim mesma, saberei de mim
Saberei olhar para mim e reconhecer
O que fui ao longe
E tentar achar em mim um pouco de quando era assim.