domingo, 18 de janeiro de 2009

Gostava...

Gostava de ser um Anjo durante a noite

Gostava de ser o destino na maioria das vezes
Gostava de ser o brilho do olhar de um inocente, para poder sentir tudo o que a vida me oferece todos os dias de melhor; para poder sentir a esperança que há em cada um de nós, que este mundo um dia vai mudar e poderemos viver num mundo de paz.
É verdade, é tão bom poder sonhar!!!

Malaika...(meu anjo)

Meu Anjo não sei o que escrever e não quero de modo algum expressar o que sinto, pois para isso tenho que pensar e o meu pensamento é triste e negro como uma noite sem estrelas e sem luar.
Posso apenas dizer-te que todos os dias tenho que fingir, pois tenho que ser forte, para que me deixem em paz e sossego, pois é disso que eu necessito.
Anjo por vezes quero desistir de tudo, mas há uma força superior que me ajuda a insistir mais uma vez e mostrar-me que a vida é uma luz e que eu tenho que caminhar em frente, na direcção que ela me indica, ela ilumina todos os meus passos.
Anjo por vezes, Agora, mais do que nunca tenho vontade de começar uma longa viagem sem destino traçado, uma viagem em que me perca em algures e mesmo assim não tenha medo de continuar em frente.
Uma viagem em que não pare, uma viagem com pessoas a falar e a gritar o mais alto que poderem a palavra...Liberdade.

Não há Tristeza maior...

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Não há tristeza maior…

Que comer calada e calada ficar,

Não há tristeza maior…

Do que ter que rir, quando só temos vontade de chorar,

Não há tristeza maior…

Do que sabermos que erramos e desapontamos os outros,

Não há tristeza maior…

Do que magoar-mos alguém e pedirmos desculpas sabendo que já é tarde demais,

Não há tristeza maior…

Do que saber que o tempo não volta atras, para voltar a fazer as coisas de uma forma mais correcta,

Não há tristeza maior…

Do que sermos perdoados e não nos perdoarmos a nós mesmos.

É triste…

É triste saber que erramos e passarmos toda a nossa vida a errar.

Eu, o Tempo, e os Outros

O tempo está frio e com ele também as pessoas vêm frias,

De vez em quando o sol espreita, mas as nuvens em segundos tapam-no

E todo o seu brilho luminoso e caloroso desaparece novamente.

O vento empurra as folhas e estas rastejam no chão,

Como a ondulação do mar no verão

E eu mesmo assim não quero saber

As pessoas estão frias

E eu não sei

Eu não sei quem é que mudou se foram elas se fui eu

Tudo muda para melhor ou para pior

As pessoas continuam a andar

E eu continuo parada a olhar.

As pessoas são como as estações, também elas mudam.

E eu não sei mais nada só sei que me sinto apática a tudo o que me rodeia

Sinto que as pessoas mudaram e eu não aguentei.

Sinto que estou perdida na nada

E no nada fiquei.

Sinto que o meu pensamento só me traz dor e sofrimento,

E a minha alma clara e transparente,

Começa a escurecer como uma sombra numa rua de um bairro, à noite…só e perdida

É assim que a minha alma está, completamente partida, como um espelho quebrado em pedaço, em que ainda podemos ver reflectida a alegria e a felicidade de antigamente.

Qual é a diferença entre viver e morrer?...

Qual é a diferença entre andar e ficar parada?...

Estou a ficar cansada, não aguento muito mais tempo, consigo ouvir os meus nervos… estão frágeis tenho que me cuidar.

Vou desistir… mas mesmo assim não quero saber… pois a vida é curta de mais… e exactamente dela que eu não vou desistir…

Paisagem...

Não sei o que escrever tudo à minha volta é fantástico, a natureza mais uma vez supreendeu-me, todos os dias vejo coisas que me agradam mais, vejo esta paisagem à minha frente, uma paisagem que vejo à anos desde pequena, e todos os anos, em todas as estações ela desperta em mim sensações espantosas como, paz, a paz que não consigo sentir quando estou na escola, ou mesmo em casa.

Aqui o tempo parece passar mais lentamente, e eu sinceramente não me importo.

Hoje olho para estas árvores despidas, sinto o frio do inverno, olho para esta terra e vejo a erva queimada do frio e o sol a tocar-lhe com os seus raios luminosos e o vapor do rio a levantar, como uma nevoa suave... é tudo tão belo, são momentos como este que fazem com que me esqueça de tudo e de todos, e que ouiça apenas a minha voz na minha cabeça, o meu coração que anseia por um mundo de paz, de amor, de igualdade... não sei se algum dia puderei presenciar este mundo perfeito que só existe nos filmes, mas mesmo assim vou continuar a sonhar

Ontem enquanto esperava o sono chegar, perante os meus olhos que se iam fechando, surgiram memórias de bons e maus momentos, como um flash, alguns deles só me deram vontade de os apagar para sempre da minha cabeça, mas não pude, pois todos eles fazem parte da a minha vida.

A vida é como uma peça de teatro, as paisagens que eu observo, são como os cenários mais deslumbrantes que alguém pode fazer para uma peça, por vezes a peça termina, as cortinas fecham e nós pensamos que tudo chegou ao fim, mas não é verdade, pois à sempre segundas oportunidades, para viver mais um dia.

Devemos olhar para as paisagens como para a vida, ela não é eterna, mas pode ser vivida da melhor maneira, e se cada um de nós der um pouco de si, talvez um dia alguém nos agradeça pelo que fizemos, por não termos desistido à primeira barreira que nos apareceu

A nossa vida toda ela é uma estrada, em que todos os dias temos que caminhar e ver como muita atenção aquilo que nos rodeia pois um dia pode ser tarde de mais ....as pessoas não são eternas, nada é eterno,
Pois afinal quem tem sete vidas são os gatos e não as pessoas
Já como Fernando Pessoa diz num dos seus poemas deveríamos ser como os deuses
A vida é tal como uma estrada encontramos por vezes obstáculos com os quais temos que lidar e saber resolver
Tal como numa estrada podemos encontrar paisagens magnificas e outras de pura destruição também na vida temos coisas de que gostamos mais e outras que gostamos menos
Por vezes também somos obrigados a fazer desvios e a desistir daquilo que achamos que deveria ser o melhor para nós mesmos,

Os sonhos tornam-se escassos e vivemos com o objectivo mais próximo da realidade que se pode tornar verdade
Os sonhos de infância ao mesmo tempo que crescemos ficam na memória, mas nunca os tornamos realidade
pois a maior parte das pessoas não têm como os concretizar
Por isso digo que não devemos deixar de sonhar e tentar realizar tudo o que sonhamos pois um dia mais tarde podemos sentirmo-nos frustrados por não o termos feito
Há sonhos que com a idade vão se afundando na nossa mente, mas ao mesmo tempo que estes se apagam (mas não para sempre), vêm outros cheios de magia e luz,
Ao longo da nossa chamada VIDA encontramos obstáculos que nos vão fazer com que cometamos deslizes e cair de uma altura muito grande,
No entanto quando encontrarmo-nos no chão devemos levantarmo-nos e estender as mãos pois não seremos os únicos caídos nessa estrada,
E portanto devemos dar força aos outros mas também devemo-nos lembrar que nada é mais forte do que a nossa alma.
Por outro lado não nos devemos esquecer que não somos imortais e as incertezas são as nossas piores inimigas
portanto devemos considerar que a vida é um caminho, uma estrada cheia de esperança, felicidade, tristeza, desespero, mas também ela nos pode oferecer coisas como a força de vontade, a alegria e o prazer de sermos nós próprios a obter as nossas próprias
vitorias e derrotas,
Isto porque aprendemos mais a errar do que a acerta, visto que a acertar só estamos a confirmar o que já sabíamos.

O Mundo que não reconheço...



Quando olho para este mundo
Vejo pessoas sem alma,
sem coração,
sem paz de espírito.
Vejo pessoas frias e calculistas,
pessoas críticas e artistas.
Vejo pessoas que merecem todo o amor toda a atenção possível,
pessoas que não têm nada, mas que têm tudo
Vejo pessoas supérfluas e ambiciosas que têm todo o Bem Material
mas não têm o essencial,
pois falta-lhes
o maior valor
o amor.


Há pessoas que dizem que à sempre uma luz ao fundo do túnel, mas a verdade é que essa luz só aparece a quem a procura e luta para a alcançar;
Enquanto os mais desesperados, os que não tem alma contentam-se com a luz artificial de uma lâmpada, nunca procuram a luz natural, pois estes tem tudo o que querem, menos o que realmente precisam para serem felizes.